E mais uma vez, o idiota sou eu.
Mais uma vez, você esteve livre pra me escolher, e não o fez.
Tudo na vida são escolhas, mas é impossível se escolher tudo.
O dia em que souber o que quer, não... Não me procure.
Teve muitas oportunidades. E quando elas ficam muito comuns, deixam de ser oportunidades.
É o suficiente.
P.P.
Devaneios do Pequeno Peter
O Pequeno Peter, eu, eu e Pequeno Peter. Metade eu, metade ele, metade nós três. Coisas minhas, coisas dele, coisas nossas. Tudo verdade, criadas ou reais. Ou minha, ou dele.
domingo, 4 de março de 2012
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
O resisto, O desisto.
Difícil resistir. Cada vez mais, cada vez menos. Mais difícil, menos resisto. Tenho tudo à minha mão, tudo. Posso a qualquer hora. Mas não posso. Porque preciso resistir.
Sinto meus dedos coçarem. A vontade, a curiosidade, a saudade. Ades estas que me prejudicam, fazem-me perder a linha, perder a noção. Noção do que é certo, noção que, durante o dia, aflora-me. Mas durante a noite, deixa-me na mão.
Deve-se resistir ao que se quer? Sim, resistir para o que se deve. Para o que é certo?
O que é certo?
Então, desisto de resistir. Até que resisto. E insisto. Mas desisto, mais uma vez.
Pego meu celular.
Tenho-te em minhas mãos. Basta a coragem. Estará dançando? Cantando? Divertindo-se? Beijando um, dois? Três? Mesa de bar, barulho, sorrisos, olhares, música alta, pegação, noite. Porra. Resisto. Não merece minha preocupação, menos ainda minha insônia. Deixo o celular na cama, novamente. Viro para outro lado, torno a fechar os olhos, forçados, fechados.
P.P.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Encontro
Hoje acordei com saudade de você.
Acordei pensando em te ter
Pensando em te ver
Pensando em nunca te perder
Querendo te ligar
Ligar pra marcar
Um encontro, quem sabe
Ou marcar de vir buscar
Aquela sua blusa que deixou comigo
Aquela que tem o seu cheiro, lembra qual é?
Se não lembra, não importa
Poderíamos apenas nos ver
Sem blusa, sem nada
Aliás, eu até prefiro assim.
P.P.
Acordei pensando em te ter
Pensando em te ver
Pensando em nunca te perder
Querendo te ligar
Ligar pra marcar
Um encontro, quem sabe
Ou marcar de vir buscar
Aquela sua blusa que deixou comigo
Aquela que tem o seu cheiro, lembra qual é?
Se não lembra, não importa
Poderíamos apenas nos ver
Sem blusa, sem nada
Aliás, eu até prefiro assim.
P.P.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Justa.
Vendo assim, agora de fora, do amanhã, vejo que foi teimosia nossa, desde o começo, tentar enfiar a minha vida na sua, a sua na minha. Não cabe, nunca coube. E agora, na sua vida vejo sobra, e na minha? A minha está justa.
P.P.
P.P.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Então, realidade.
E foi assim, criamos um amor que a realidade terminou.
Mas não fiquemos assim, assim, deste jeito tolo e cabisbaixo. Deste jeito, como se nada mudasse.
Se foi amor, quem sabe só se transformou.
P.P.
Mas não fiquemos assim, assim, deste jeito tolo e cabisbaixo. Deste jeito, como se nada mudasse.
Se foi amor, quem sabe só se transformou.
P.P.
domingo, 27 de novembro de 2011
Novo velho
E então, hoje o passado vem visitar o presente, confundindo o futuro e o agora.
O que era esquecido - ou quase - surge como se nunca tivesse deixado de existir.
Um feixe de luz atravessa o buraco da fechadura do ontem, bate no espelho do hoje e reflete direto em direção à janela do amanhã. E persegue, consome.
Eu, você, parados diante da porta de ferro. Encosto-me, e você vem com sua mão na minha, trazendo também o velho tato, enquanto me forço a não lembrar de sentido algum. Você dificulta, e se diverte com isso.
- Que estranho. - digo, depois de alguns minutos em total silêncio.
- O que?
- Isso tudo, essa situação, esse lugar, essas pessoas. Me sinto como se estivesse olhando tudo de fora de mim. Eu e você aqui, nessa situação, só é estranho.
- Que situação? - faz-se desentendido.
- Você entendeu. - finalizo, causando mais alguns minutos de silêncio.
E depois de uma tarde num bar, você, cerveja, eu, coca-cola, sentimo-nos assim, estranhos. Estranhos como se nunca tivéssemos tido intimidade antes. Como se nunca tivesse me dito tudo o que pensa, tudo o que sente, e como se eu não conhecesse e soubesse exatamente quem você é - quer queira, quer não.
Me apresso a dizer que vou-me. Não vai... Pede-me para ficar, deixando de lado todo seu orgulho. Mas prefiro dizer que vou mesmo assim, sabendo o quão perigoso é ficar ao seu lado agora. No mais fundo, sei, sabemos que não vale mergulhar nas dores, amores e na cor sépia em busca de um novo velho. O velho, só pode se tornar mais velho.
Nos dirigimos ao metrô que vou pegar, mais alguns minutos de silêncio até que eu consiga encarar as catracas e ir-me. Você, respeita meu silêncio, mas insiste mais um pouco. Usa de suas últimas tentativas, mesmo que falhas.
- Então tá. Boa noite. - digo, sem saber mais o que dizer, mas ainda sim sem coragem de ultrapassar as catracas e deixar-te mais uma vez.
- Boa noite pra você também. - responde, cabisbaixo.
Sem muito olho no olho, sem coragem de ficar, ou de ir, apenas viro-me, passo pela catraca e sigo meu caminho, descendo as escadas sem ao menos olhar para trás.
P.P.
O que era esquecido - ou quase - surge como se nunca tivesse deixado de existir.
Um feixe de luz atravessa o buraco da fechadura do ontem, bate no espelho do hoje e reflete direto em direção à janela do amanhã. E persegue, consome.
Eu, você, parados diante da porta de ferro. Encosto-me, e você vem com sua mão na minha, trazendo também o velho tato, enquanto me forço a não lembrar de sentido algum. Você dificulta, e se diverte com isso.
- Que estranho. - digo, depois de alguns minutos em total silêncio.
- O que?
- Isso tudo, essa situação, esse lugar, essas pessoas. Me sinto como se estivesse olhando tudo de fora de mim. Eu e você aqui, nessa situação, só é estranho.
- Que situação? - faz-se desentendido.
- Você entendeu. - finalizo, causando mais alguns minutos de silêncio.
E depois de uma tarde num bar, você, cerveja, eu, coca-cola, sentimo-nos assim, estranhos. Estranhos como se nunca tivéssemos tido intimidade antes. Como se nunca tivesse me dito tudo o que pensa, tudo o que sente, e como se eu não conhecesse e soubesse exatamente quem você é - quer queira, quer não.
Me apresso a dizer que vou-me. Não vai... Pede-me para ficar, deixando de lado todo seu orgulho. Mas prefiro dizer que vou mesmo assim, sabendo o quão perigoso é ficar ao seu lado agora. No mais fundo, sei, sabemos que não vale mergulhar nas dores, amores e na cor sépia em busca de um novo velho. O velho, só pode se tornar mais velho.
Nos dirigimos ao metrô que vou pegar, mais alguns minutos de silêncio até que eu consiga encarar as catracas e ir-me. Você, respeita meu silêncio, mas insiste mais um pouco. Usa de suas últimas tentativas, mesmo que falhas.
- Então tá. Boa noite. - digo, sem saber mais o que dizer, mas ainda sim sem coragem de ultrapassar as catracas e deixar-te mais uma vez.
- Boa noite pra você também. - responde, cabisbaixo.
Sem muito olho no olho, sem coragem de ficar, ou de ir, apenas viro-me, passo pela catraca e sigo meu caminho, descendo as escadas sem ao menos olhar para trás.
P.P.
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