segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Preto e branco

Noite na cidade
Janelas e portas fechadas
Só resta a saudade.


Um prédio, um homem de chapéu,
uma banca de jornal, uma noiva sem véu
A loja sem faixada, sujeira na calçada
Boteco vazio, nada mais que o frio.


Tudo preto e branco,
até o senhor cego que descansa no banco,
segurando seu charuto
Triste, pensando em seu luto.


Ele que nunca viu cores
agora duvida que elas existam
E depois de uma vida de amores
Só espera a hora chegar


Pode ser a hora do jantar
ou a hora de dormir
Ou talvez, a que ele mais teme
a hora de partir.


P.P.

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