Sim, é assim. Sempre isso, desse jeito. Assim, disfarçadamente, quase invisível.
Escorrendo por entre os dedos. Hmpf, que frase cafona. Mas escorre. Quente, denso. Como metal derretido, então, esfria, congela. Torna-se duro como pedra, forte como ferro e frio como você.
P.P.
O Pequeno Peter, eu, eu e Pequeno Peter. Metade eu, metade ele, metade nós três. Coisas minhas, coisas dele, coisas nossas. Tudo verdade, criadas ou reais. Ou minha, ou dele.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
O resisto, O desisto.
Difícil resistir. Cada vez mais, cada vez menos. Mais difícil, menos resisto. Tenho tudo à minha mão, tudo. Posso a qualquer hora. Mas não posso. Porque preciso resistir.
Sinto meus dedos coçarem. A vontade, a curiosidade, a saudade. Ades estas que me prejudicam, fazem-me perder a linha, perder a noção. Noção do que é certo, noção que, durante o dia, aflora-me. Mas durante a noite, deixa-me na mão.
Deve-se resistir ao que se quer? Sim, resistir para o que se deve. Para o que é certo?
O que é certo?
Então, desisto de resistir. Até que resisto. E insisto. Mas desisto, mais uma vez.
Pego meu celular.
Tenho-te em minhas mãos. Basta a coragem. Estará dançando? Cantando? Divertindo-se? Beijando um, dois? Três? Mesa de bar, barulho, sorrisos, olhares, música alta, pegação, noite. Porra. Resisto. Não merece minha preocupação, menos ainda minha insônia. Deixo o celular na cama, novamente. Viro para outro lado, torno a fechar os olhos, forçados, fechados.
P.P.
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